Um guia para Roland Garros

Roland-Garros 2025

Roland Garros fica no 16.º arrondissement de Paris, a cerca de trinta minutos do centro da cidade, dependendo de onde estiveres hospedado. O recinto é grande, os dias são longos e quem vai pela primeira vez às vezes chega mal preparado. Este guia aborda os aspetos práticos: como chegar, o que levar, como passar o dia e algumas coisas que costumam causar confusão.

Para mais informações sobre bilhetes, consulta a página de bilhetes do Roland Garros.

Como chegar a Roland Garros

O metro é a opção mais simples. A linha 9 (em direção a Pont de Sèvres) leva-te até à estação Michel-Ange Auteuil, a dez minutos a pé da entrada principal. A linha 10 até à Porte d'Auteuil fica mais perto — a cinco minutos a pé —, embora tenha menos frequência e parta de menos estações do centro. Ambas funcionam bem. Se já estiveres na linha 9, fica nela.

Várias linhas de autocarro também param perto do local, incluindo a 241 e a 52, embora os autocarros circulem mais devagar nos dias de torneio, quando as ruas da zona ficam mais movimentadas com peões e carros.

Se estás a pensar em ir de carro, a resposta curta é: não o faças. O estacionamento perto do Stade Roland Garros durante o torneio é limitado, caro e demorado. O metro é mais rápido, mais barato e menos stressante, tanto na ida como na volta.

Do centro de Paris — por exemplo, da zona do Louvre ou do Marais — demoras cerca de 30 minutos de metro. Do 7.º ou do 15.º arrondissement, demoras cerca de 20 minutos.

Quando chegar

Os portões abrem às 10h na maioria dos dias (às 11h nos primeiros dias do torneio). Chegar à hora de abrir ou logo a seguir dá-te mais hipóteses de arranjar um lugar nos campos exteriores antes que os jogos mais populares os encham.

Se fores ver um jogo específico num campo principal que começa às 11h ou ao meio-dia, não precisas de chegar logo à abertura dos portões — embora as filas nas entradas sejam mais curtas no início do dia. A meio da manhã, durante a primeira semana, pode demorar entre 20 a 30 minutos a passar pela entrada principal.

Verifica a programação dos jogos na noite anterior. A FFT publica-a na aplicação oficial e no site do Roland Garros. Saber qual é o jogo em cada campo e a que horas, mais ou menos, ajuda-te a planear o dia, em vez de andares às voltas e perderes coisas.

O que levar

O tempo em Paris no final de maio e início de junho é instável. Quatro dias de sol, depois dois de chuva e, a seguir, volta a aquecer. Os campos de terra batida não secam de imediato, por isso é possível que haja atrasos pela manhã, mesmo que o tempo melhore à tarde. Vale a pena levar um casaco impermeável leve, mesmo num dia em que o tempo parece bom.

O protetor solar é mais importante do que a maioria das pessoas imagina. Ficas ao ar livre durante horas, muitas vezes em lugares expostos ao sol, com pouca sombra à tarde. Leva mais do que achas que vais precisar.

Em geral, é permitido levar comida e bebidas não alcoólicas em embalagens fechadas para dentro do recinto, o que é bom saber, tendo em conta os preços dos restaurantes e quiosques no local. Não são permitidas garrafas de vidro. Não é permitido trazer bebidas alcoólicas de fora. Dentro dessas restrições, levar o teu próprio almoço é uma forma fácil de poupar dinheiro e evitar filas à hora do almoço.

Sapatos confortáveis. Vais andar mais do que esperas — entre os campos, pelo recinto, de volta à entrada, e assim por diante. O recinto é bastante extenso.

Comer e beber no local

Há restaurantes, brasseries e bancas informais espalhados por todo o recinto. A qualidade é razoável, os preços são os de Paris. Um almoço sentado num dos restaurantes vai custar o mesmo que um almoço sentado em qualquer restaurante de Paris. As bancas são mais rápidas e mais baratas. Há café disponível durante todo o dia em vários pontos do recinto.

Se quiseres uma mesa num dos melhores restaurantes, é aconselhável reservar com antecedência — os mais conhecidos ficam lotados durante o torneio. A FFT costuma abrir as reservas assim que o calendário é publicado.

O Museu de Roland Garros

O museu fica no recinto e está incluído no teu bilhete de ténis. Abrange a história do torneio e do ténis francês em geral, com exposições sobre antigos campeões, equipamento ao longo das décadas e imagens de jogos marcantes. É uma boa forma de passar trinta minutos se estiveres à espera que a tua quadra abra ou se quiseres fazer uma pausa do sol.

Por si só, não é motivo para ires a Roland Garros, mas está lá e vale a pena dar uma volta por lá, se tiveres tempo.

Algumas coisas que quem está a começar por primeira vez não percebe

A fila para os campos exteriores cresce rapidamente assim que os portões abrem. Se quiseres um lugar na primeira fila do Campo 7 ou 14 para um jogo específico das primeiras rondas, vale a pena chegar perto da hora de abertura. A meio da manhã, os campos mais populares já só têm lugares em pé.

Vale a pena descarregar a aplicação do Roland Garros antes de ires. Tem a ordem de jogo em tempo real, mapas das quadras e atualizações dos resultados. O wi-fi do recinto é instável nas zonas mais movimentadas, por isso, descarregar o que precisas com antecedência torna a aplicação mais útil.

Os bilhetes para a sessão noturna são vendidos separadamente e dão acesso a partir das 19h30, cobrindo um único jogo. Se pretendes assistir tanto à sessão diurna como à noturna, terás de comprar bilhetes para ambas — não existe uma opção combinada.

Por fim: o recinto é tão grande que é fácil passar um dia inteiro lá sem conseguir ver tudo. Escolhe duas ou três quadras que queiras ver em primeiro lugar, organiza o teu dia em torno delas e encara o resto como um bónus. Quem tenta ver tudo acaba muitas vezes por correr de uma quadra para outra e não consegue desfrutar de nenhuma delas como deve ser.

Se ainda estás a decidir quais os bilhetes de Roland Garros mais adequados para o dia que tens em mente, a página de bilhetes do Roland Garros tem a lista atualizada com detalhes sobre a ronda, a quadra e a categoria de lugar.


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